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Serial killer de gatos rompe tornozeleira eletrônica e volta para a cadeia

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva da estudante Larissa Karolina Silva Moreira durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (7), em Cuiabá. Investigada por maus-tratos contra animais, ela voltou a ser presa após descumprir, segundo a Justiça, as medidas cautelares impostas para responder ao processo em liberdade, principalmente as relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica.

A decisão ocorre um dia após policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) cumprirem o mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

De acordo com a decisão judicial, Larissa descumpriu reiteradamente as condições impostas para permanecer em liberdade. Conforme os autos, ela rompeu ou desativou a tornozeleira eletrônica em mais de uma oportunidade, deixou de cumprir determinações judiciais e não apresentou justificativas consideradas suficientes para as violações.

Na decisão, a magistrada destacou que a investigada recebeu diversas oportunidades para regularizar a situação e permanecer em liberdade mediante o cumprimento das medidas cautelares. Diante das sucessivas infrações, porém, concluiu que as medidas alternativas deixaram de ser suficientes para assegurar a aplicação da lei penal e o regular andamento do processo.

Durante a audiência de custódia, a defesa pediu a revogação da prisão preventiva, alegando que Larissa enfrenta abalo psicológico e vem sendo alvo de ataques nas redes sociais. O pedido, no entanto, foi negado, e a prisão foi mantida.

Após a audiência, a estudante foi encaminhada ao Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso ganhou repercussão em 2025, quando Larissa foi presa durante as investigações conduzidas pela DEMA. Pouco mais de um mês depois, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso revogou a prisão preventiva ao entender que não havia elementos concretos indicando risco de reiteração criminosa.

Na ocasião, o desembargador Orlando Perri considerou que a prisão havia sido decretada com base em um “flagrante presumido”, já que a investigada não foi detida logo após a suposta prática dos crimes.

Como condição para responder ao processo em liberdade, Larissa deveria usar tornozeleira eletrônica, manter endereço atualizado, comunicar eventual mudança de residência, comparecer quinzenalmente em juízo para informar suas atividades e cumprir recolhimento domiciliar no período noturno, finais de semana e feriados.

Segundo os autos, a primeira violação do monitoramento eletrônico foi registrada em agosto de 2025. A partir daí, novas infrações foram constatadas até a decretação da nova prisão preventiva.

Nas investigações, a DEMA reuniu depoimentos de 11 testemunhas, relatórios policiais e laudos periciais que embasaram o indiciamento da estudante por maus-tratos qualificados contra animais domésticos com resultado morte.

Entre as principais provas está um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que apontou sinais de violência em um gato encontrado dentro de um saco plástico, em um terreno baldio próximo à residência da investigada. Segundo a perícia, o animal apresentava grave lesão na cabeça, ferimentos na região perianal e um material plástico amarrado ao redor do pescoço, indícios considerados compatíveis com maus-tratos.

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