O estudante de 19 anos preso por suspeita de furtar diversas residências no Condomínio Belvedere I, em Cuiabá, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia. A decisão foi proferida pelo juiz Moacir Rogério Tortato, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
A audiência foi realizada no sábado (18), um dia após a prisão. Na ocasião, o jovem informou que faz tratamento psiquiátrico e utiliza medicamentos controlados, entre eles Clonazepam, Zolpidem e Alprazolam.
Na decisão, o magistrado destacou que o furto é um crime patrimonial praticado sem violência e que não há elementos concretos que indiquem risco à ordem pública ou de reiteração criminosa.
O juiz também considerou que a liberdade do investigado não compromete o andamento do processo e observou que, em razão da idade do suspeito e das circunstâncias do caso, uma eventual condenação não resultaria, em tese, no cumprimento de pena em regime inicialmente fechado.
“Assim, a manutenção da prisão cautelar revela-se desproporcional, não trazendo benefício concreto nem ao custodiado nem à própria sociedade”, afirmou o magistrado na decisão, em que também recomendou a continuidade do tratamento psiquiátrico do estudante.
O caso
O jovem foi preso na sexta-feira (17), após ser identificado como suspeito de furtar diversas casas no Condomínio Belvedere I.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a movimentação do suspeito dentro do condomínio e o trajeto utilizado para retornar ao residencial onde mora, o que permitiu sua identificação.
Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) foram até a residência do estudante, onde realizaram a abordagem. Durante a ação, ele confessou o crime e indicou os objetos que ainda estavam em sua posse, entre eles um relógio importado e uma caixa de som.
As investigações apontam que o suspeito pulou o muro para entrar no condomínio, percorreu ruas internas, invadiu residências e furtou diversos objetos. Em seguida, deixou o local pela portaria de entrada e retornou ao condomínio onde reside.
O processo seguirá em tramitação, enquanto o estudante responderá às acusações em liberdade, mediante cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.

