O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, não descartou a aplicação de punições a prefeitos filiados que mantiverem apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes na disputa pelo Governo do Estado.
Questionado sobre a possibilidade de sanções aos gestores que não apoiarem o candidato do próprio partido, Ananias evitou negar a hipótese e afirmou que as resoluções internas da legenda serão apresentadas aos filiados.
“Olha, nós temos as resoluções do partido, e as ações do partido serão devidamente mostradas a todos”, declarou, sem detalhar quais medidas poderão ser adotadas.
Apesar disso, o dirigente afirmou que a direção estadual pretende, inicialmente, buscar o convencimento dos prefeitos por meio do diálogo e descartou uma atuação “abrupta” ou “ditatorial”.
“Nada será feito de forma abrupta ou ditatorial. Vai ser na base do diálogo. Com todos os prefeitos e todas as lideranças haverá diálogo”, disse.
Segundo Ananias, a condução das conversas dependerá de cada liderança e poderá variar conforme a situação.
“É lógico que cada um tem um diálogo de uma forma diferente. Às vezes, a gente bate à mesa; às vezes, conversa com carinho; às vezes, dá um tapa nas costas; às vezes, dá uma fala maior. Cada um tem um jeito de se relacionar, e cada caso exige um diálogo”, afirmou.
Ao ser questionado sobre o que poderá convencer os prefeitos a não apenas votar em Wellington, mas também participar ativamente da campanha, o presidente do PL disse que o principal argumento será o projeto político da legenda.
“O que vai convencer é o projeto pelo qual eles foram eleitos e que nós estamos colocando”, afirmou.
A cobrança por alinhamento ganhou força após o PL homologar, na quarta-feira (22), a candidatura de Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás. Apesar da definição partidária, prefeitos da legenda já manifestaram apoio a Otaviano Pivetta, entre eles Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis.
Ananias afirmou que espera que os gestores revejam seus posicionamentos após a oficialização da candidatura própria e disse acreditar que a decisão dependerá do “bom senso” e da construção política feita individualmente com cada prefeito.
“É lógico que o bom senso vai trazer a prática e a definição deles, mas haverá diálogo. Não existe, na política, nada feito sem que haja um grande diálogo”, concluiu.
Além de Wellington Fagundes para o Governo do Estado, o PL homologou durante a convenção estadual a candidatura do deputado federal José Medeiros ao Senado.
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