Às vésperas da convenção partidária, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), anunciou que o partido terá candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições deste ano. A decisão foi tomada após o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) definir o deputado federal Fábio Garcia (União) como candidato a vice-governador, frustrando a expectativa do Podemos de ocupar a vaga.
“O Podemos analisou todos os quadros e decidiu por candidatura própria ao governo”, afirmou Max Russi. Apesar do anúncio, o presidente da Assembleia não revelou quem integrará a chapa da legenda.
A mudança altera o cenário da disputa eleitoral e representa um revés para o grupo político do Palácio Paiaguás, que tentava manter a base unida em torno da candidatura de Pivetta.
Nos bastidores, Russi nunca escondeu que a direção nacional do Podemos defendia um projeto próprio em Mato Grosso. A presidente nacional da legenda, deputada federal Renata Abreu, chegou a sugerir o nome de Max Russi como candidato ao governo, possibilidade que ele sempre tratou com cautela.
No último domingo (2), o senador Wellington Fagundes (PL), também pré-candidato ao Governo do Estado, afirmou que buscava o apoio do Podemos para seu projeto político. Com a decisão da legenda, no entanto, o partido optou por seguir um caminho independente.
Disputa pela vice
A escolha de Fábio Garcia para compor a chapa de Pivetta contou com o respaldo do ex-governador Mauro Mendes (União), aliado de longa data do deputado federal.
Outros nomes chegaram a ser cogitados para a vaga de vice, entre eles a deputada federal Gisela Simona (União), apontada como uma alternativa para ampliar a representatividade da chapa, e o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo (União), hipótese posteriormente descartada pela equipe de Pivetta.
As definições finais das chapas serão oficializadas durante as convenções partidárias desta terça-feira (4).

