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Júlio acusa Moraes de ‘brutalidade’ após Flávio Bolsonaro deixar o país

Júlio acusa Moraes de ‘brutalidade’ após Flávio Bolsonaro deixar o país

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) atribuiu a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil à pressão provocada por decisões judiciais e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista, o parlamentar classificou como “brutalidade” a medida que determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal.

“Foi fruto da brutalidade com que o ministro Alexandre Moraes tomou sete minutos após o encerramento das urnas”, declarou Júlio ao comentar o caso. Na avaliação do deputado, as decisões judiciais teriam levado Flávio a deixar o país.

Júlio também destacou que o senador não é réu, embora seja investigado. “Ele acha que não tem culpa e realmente resolveu reagir”, afirmou. O deputado ainda criticou o que chamou de “truculência” do Judiciário brasileiro.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas, atravessando a fronteira com a Argentina. A família embarcou em um avião particular para Guayaquil, no Equador, e depois seguiu para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta-feira (28), conforme informações da Agência Brasil e registros migratórios argentinos.

A viagem ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que o senador entregasse os passaportes comum e diplomático à Polícia Federal e não deixasse o território brasileiro. Como os documentos não foram entregues dentro do prazo estabelecido, a corporação cancelou os dois passaportes.

Flávio é alvo de investigações no STF, incluindo apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e questões relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e envolve o Banco Master.

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